quarta-feira, 24 de março de 2010

VIRUS

Alguns alimentos contribuem para disseminação do vírus da herpes
Chocolate, milho, coco, massas, amendoim e nozes contribuem, entre outros, para os efeitos do vírus da Herpes

Ainda quando criança algumas pessoas têm o primeiro contato com o vírus da Herpes. Transmitida pelo contato direto de uma lesão infectada de um indivíduo para a pele ou mucosa de outro não infectado é uma doença na qual a pessoa pode ter o vírus no corpo, mas ele pode não se manifestar imediatamente.

O vírus fica adormecido nas células e através de alguns fatores como baixa imunidade e alimentação pode ser reanimado, provocando os sintomas da Herpes. Ao entrar nas células, através das moléculas dos alimentos, determinados grupos oferecem um "banquete" para este vírus, podendo até mesmo agir como vilões e assim ampliá-los.

Alguns alimentos são capazes de refrear ou estimular o vírus. Chocolate, milho, coco, massas, amendoim, nozes, aveia, cevada e couve de bruxelas possuem em sua composição Arginina. Trata-se de um aminoácido que atua em vários mecanismos do organismo, como divisões de células e remoção de amônia do corpo, mas seu consumo em excesso afeta o vírus.

Já os alimentos ricos em Lisina como queijos, ovos, peixes e lacticínios em geral estimulam a "morte", ou "hibernação" do vírus, criando uma espécie de capa protetora em torno dele. Por meio da Lisina, o corpo passa a produzir enzimas, hormônios e anticorpos, que passarão a combater a doença.

Vale ressaltar que entre a Lisina e a Arginina que será determinado se o vírus será produzido pelo corpo. A quantidade destes componentes nas células afetadas com o vírus, poderá desencadear ou não a doença, logo, é aconselhável comer alimentos ricos em Lisina e diminuir o consumo de alimentos que possuem Arginina.

Lembrando que nem todas as pessoas que tem Herpes desenvolvem doença após comerem alimentos ricos em Arginina. Contudo, se elas estiverem com o vírus, devem evitar comer certos tipos de alimentos pois os mesmos propagam a Herpes.



Fonte: eagora.com.br

Tsunami

Tosse crônica
É um sintoma caracterizado por tosse que perdura por mais de 20 dias. Pode ser um alarme do organismo a uma série de doenças que costumam passar desapercebidas, principalmente na fase inicial.

Existem várias zonas desencadeadoras da tosse: toda a região endo nasal e sinusal, faringeana, laringeana e pulmonar, além de áreas como o ouvido externo e médio, o esôfago e o estômago, o diafragma, e até mesmo, o coração e o cérebro. Apesar de cada caso ter algumas características peculiares, o diagnóstico diferencial nem sempre é fácil.

De acordo com vários autores, a causa mais comum de tosse crônica é a sinusite, seguida pelas faringites. Na maioria das vezes, há mais de uma causa, que deverão ser bem diagnosticadas para o seu correto tratamento. Segundo pesquisas, 70% da tosse persistente está relacionada à três fatores: sinusite, faringite de refluxo e problemas pulmonares.

Grande número de doenças sinusais passam desapercebidas, pois são pobres de sintomas, e são chamadas de sinusites latentes. Não costumam doer e, às vezes, são catalogadas como rinites alérgicas, pois o nariz é um órgão de defesa, muito reativo. Certos procedimentos cirúrgicos endonasais costumam diminuir a inervação parassimpática, responsável por esta hiper reatividade alérgica, além de eliminar os defeitos anatômicos e as patologias.

Alterações endonasais que modificam a coluna aérea, comprimindo-a, ou retificando-a, de forma que a mesma passe por baixo, fazem com que o ar inspirado não seja devidamente umidificado e como consequência, resseca a região faringeana, traumatizando-a e por isso, surge a faringite. O nariz umidifica o ar em noventa por cento, além de esquentá-lo e purificá-lo.

Alterações da coluna aérea e a dificuldade de respirar pelas narinas, criam uma maior pressão negativa na garganta, fazendo com que o véu palatino, tecido muscular que se situa na porção posterior do palato duro (céu da boca), cresça e encoste na parede posterior da faringe, gerando cócegas e dando a sensação de um pigarro preso na garganta. Além da tosse, o véu palatino é ainda, causador do ronco.

A respiração pela boca é errada e também resseca e irrita a faringe, causando a tosse e o mau hálito.

O médico otorrino deverá submeter o paciente a exames bem precisos e detalhados com aparelhos que magnificam e filmam as imagens, colhendo material nas regiões profundas do nariz a fim de detectar anomalias e secreções purulentas que poderão passar desapercebidas à radiografia simples ou à tomografia computadorizada.

Os pulmões deverão ser pesquisados através de exames, como os radiológicos e laboratoriais, a fim de se diagnosticar certas patologias, à exemplo dos tumores e da tuberculose, principalmente quando a tosse for produtiva.

Atenção redobrada deverá ser dada aos idosos com pneumonia, pois ela poderá ser aspirativa, consequente do enfraquecimento da musculatura da deglutição, muitas vezes relacionado ao hipotireoidismo e ao uso de determinados medicamentos. Em certos casos a gastrostomia será indicada.

O fumante, portador de tosse crônica, não deve acomodar-se, supondo que o mal seja exclusividade do fumo, pois é comum a associação com outras doenças. Pacientes asmáticos também devem ser pesquisados pois há íntima relação com as rino-sinusopatias, 60% têm sinusite.

O tratamento da tosse crônica será realizado em função dos resultados dos exames pois, pouco adiantará se não erradicarmos as causas da doença.


Fonte: http://www.seronni.med.br/018.html

BURSITE

Bursite
Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquido que envolve as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares.

A bursite ocorre principalmente nos ombros, cotovelos e joelhos.

Sintomas

·Dor
·Edema
·Inflamação
·Restrição de movimentos

Causas

·Traumatismos
·Infecções
·Lesões por esforço
·Uso excessivo das articulações
·Movimentos repetitivos
·Artrite (inflamação das articulações)
·Gota (depósito de cristais de ácido úrico na articulação

Tratamento

O tratamento deve ser feito sob orientação médica e inclui o uso de antiinflamatórios, relaxantes musculares, aplicações de gelo e redução dos movimentos na área afetada.

Exercícios fisioterapêuticos podem ajudar, desde que orientados por profissionais especializados. Casos mais graves podem exigir intervenção cirúrgica.

Recomendações

. Não se automedique. Analgésicos podem ser contra-indicados para mulheres grávidas e pessoas com histórico de úlcera;

·Deixe a área afetada descansar o máximo possível;
·Faça aplicações de gelo no local;

·Procure descobrir as atividades que disparam o processo inflamatório e evite-as;

·Faça exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e dos tendões ou fisioterapia apenas sob a orientação de um profissional especializado.

Advertência

Pressão no peito e dor que se reflete pelos braços e costas podem ser indicativas de um problema cardíaco e não de bursite. Procure assistência médica com urgência.


Fonte: drauziovarella.ig.com.br

GOTA

Saiba mais sobre gota (excesso de ácido úrico no sangue)
É uma doença que ataca principalmente as articulações e, se não tratada a tempo, pode debilitar órgãos como rins e fígado. E para nos falar sobre esse assunto, convidamos o doutor Pedro Weingrill, que é reumatologista e trabalha em Joinville na Clínica Reumatológica.

- O QUE É GOTA?

Dr. PEDRO: Gota é uma doença provocada pelo excesso de ácido úrico no sangue. Nós temos uma quantidade normal de ácido úrico, porém, algumas pessoas têm uma quantidade em excesso e essas pessoas podem desenvolver uma doença que causa crise aguda muito intensa de dor geralmente numa das articulações e que, a mais comum acometida, é no dedão do pé que chamamos de podagra.

É uma dor bastante intensa, desconfortável e com sinais inflamatórios onde o dedo fica inchado, quente e vermelho e aparece rapidamente e geralmente à noite. O indivíduo vai dormir bem e acorda com aquela dor intensa no pé.

- ALÉM DA DOR, O QUE MAIS AS PESSOAS SENTEM QUANDO ESTÃO SOFRENDO DE GOTA?

Dr. PEDRO: Geralmente o sintoma principal é a dor mesmo. Essa dor bastante aguda, afetando uma das articulações que pode ser qualquer articulação do corpo. Pode ser no cotovelo, na mão ou no joelho, apesar, de como eu já disse, o mais comum é afetar o pé e numa articulação que é o dedo grande do pé.

Se a doença não for tratada a tempo, pode debilitar órgãos como rins e fígado? Que tempo demora para que a pessoa seja atingida nesses órgãos?

Dr. PEDRO: A gota é uma doença crônica, ou seja, ela inicia e aparece em crises. O indivíduo tem uma crise, melhora, depois ele tem outra crise e melhora novamente. Se ele não fizer um tratamento adequado, o seu nível de ácido úrico no sangue permanece elevado.

A grande quantidade de ácido úrico que existe no sangue precisa ser eliminada de alguma forma no organismo e a via normal, ou o caminho pelo qual esse acido úrico é eliminado, é através do rim. E se nós colocarmos o rim sobre uma sobrecarga de ácido úrico (durante um tempo de anos) muito grande, pode haver uma lesão renal ou um comprometimento bastante acentuado do estado de saúde desse indivíduo.

- QUE FATORES PROVOCAM O SURGIMENTO DA GOTA?

Dr. PEDRO: A gota é uma doença que atinge principalmente os homens. Ela é menos comum na mulher e a gente costuma dizer que a mulher tem gota somente após a menopausa. Noventa por cento dos pacientes com gota são homens. E outros fatores podem andar junto com a gota, por exemplo: obesidade. Os indivíduos que têm peso excessivo têm mais chance de ter gota.

Hipertensão, ou seja, aquelas pessoas que têm aumento da pressão arterial são um fator que predispõe ao desenvolvimento da gota e das crises gotosas. E algumas outras situações como doenças renais, o aumento de gordura no sangue, as dislepidemias (colesterol elevado e outros tipos de gordura como triglicérios) e isso podem predispor esses indivíduos a terem maior quantidade de ácido úrico no sangue, e tendo ácido úrico em quantidade elevada, ele pode desenvolver a gota.

- COMO É O TRATAMENTO PARA QUEM TEM GOTA?

Dr. PEDRO: Temos que dividir o tratamento da gota em duas fases: quando o indivíduo tem a crise, ou seja, quando ele apresenta aquele quadro agudo de dor intensa com sinais inflamatórios, nós temos que tratar esse processo inflamatório. É um processo extremamente doloroso e costumamos dizer que a pessoa não consegue nem colocar o lençol acima do pé à noite, porque isso provoca uma dor extrema.

Nessa fase nós utilizamos medicamentos que retiram a inflamação e diminuem a dor. Quando bem tratada, a gota ou essa crise de gota, deve levar em torno de 24 a 48 horas. Após isso, a dor praticamente desaparece ou cede bastante. Fica ainda algum processo inflamatório, mas a dor intensa cede bastante.

- DEPOS DE TRATADA, A GOTA PODE VOLTAR A APARECER?

Dr. PEDRO: Aí vem a segunda fase do tratamento, que é o que chamamos de período entre as crises. Como o motivo maior da gota é esse excesso de ácido úrico que tem no sangue, o que você tem que fazer é dar medicações e orientar o indivíduo para que faça certas coisas que ele possa diminuir a quantidade de ácido úrico no sangue.

Se ele mantiver o ácido úrico no sangue em níveis normais, dificilmente vai ter uma nova crise de gota. Se mantiver o ácido úrico elevado, vai ter grandes chances de ter uma nova crise de gota. Por isso repito: na fase de inflamação o tratamento é um. Na fase em que ele não tem mais a inflamação e não tem mais a dor, o tratamento é com outro tipo de medicamento para baixar o nível de ácido úrico no sangue.

- E a forma de baixar o ácido úrico no sangue seria apenas com medicamento, ou tem alguma outra forma da pessoa baixar esse ácido úrico?

Dr. PEDRO: O medicamento é essencial porque dificilmente, se a pessoa não tomar o medicamento, vai conseguir baixar esse ácido úrico. No entanto, a alimentação é também um fator importante. Existem certos alimentos que aumentam a quantidade de ácido úrico no sangue. Então nós temos que orientar esses pacientes de que eles precisam reduzir ou evitar a ingestão desses alimentos. Por exemplo, o que pode aumentar o ácido úrico no sangue é a ingestão de frutos do mar como o camarão e o marisco, dentre outros.

É importante a ingestão de frutos do mar porque existe uma grande quantidade de uma substância que nós chamamos de purina, que acaba se transformando em ácido úrico no sangue. Outro tipo de alimentação que também é importante é os grãos, como ervilha, lentilha e o próprio feijão.

Mas como a alimentação do brasileiro geralmente requer feijão e a grande maioria das pessoas come feijão, nós não vamos tirar totalmente, mas vamos solicitar e orientar esses pacientes para que reduzam a quantidade. Eles devem tomar muito cuidado com a ingestão de bebidas alcoólicas, pois elas aumentam o ácido úrico no sangue, principalmente, a cerveja. Os tomadores de cerveja que têm gota devem tomar cuidados!

E existem alguns outros alimentos como tomate, extrato de tomate, sucos ou frutas muito ácidas como o abacaxi, que devem ser diminuídos na ingestão. A carne também contém substâncias que aumentam o ácido úrico, porém a pessoa não é obrigada a parar de comer carne, mas deve ingeri-la com moderação. É importante também ingerir bastante líquido, de preferência a água que previne que o ácido úrico suba no sangue.

É POSSÍVEL PREVENIR O APARECIMENTO DA GOTA?

Dr. PEDRO: Com certeza! A gota tem um componente familiar. À vezes, quando um pai tem, o filho também desenvolve e sempre mais, como eu falei, para a área masculina. A partir do momento que você descobre que o indivíduo tem a primeira crise de gota, você dá toda essa orientação alimentar e a medicação necessária. Desde que o indivíduo faça o tratamento adequado, ele vai viver bem e ter uma boa qualidade de vida.

O grande problema é que como a gota dá em crises, o indivíduo se trata na crise e depois quando ele está na fase que chamamos de intercrise, que ele não tem mais o processo inflamatório e a dor, ele deixa o tratamento e de repente, apresenta uma nova crise. Então é importante ele estar sempre em tratamento, dosando o seu ácido úrico no sangue para que esse ácido esteja em níveis normais e, com isso, previna novas crises e gere uma qualidade de vida muito boa, porque uma vez tendo gota, ele pode ter crises durante toda a sua vida. Realmente a prevenção é importante e é possível.

- EXISTE ALGUMA RESTRIÇÃO QUANTO AOS HÁBITOS DIÁRIOS DA DA PESSOA QUE TEM GOTA?

Dr. PEDRO: Não. Na fase em que ele tem o quadro doloroso, não pode fazer quase nada porque se der no pé, ele vai ter uma dificuldade grande até em andar. Mas essa é a fase, como eu falei, que em alguns dias nós solucionamos. Tirando essa fase, ele não tem mais restrição nenhuma e pode trabalhar normalmente.

Inclusive é até importante que faça exercícios físicos porque nós sabemos que o exercício é bom para diminuir o peso, manter a forma física. E a obesidade ou o aumento de peso é um fator que piora o quadro de gota, sendo assim, se ele reduzir o peso praticando alguma atividade física, estará fazendo um tratamento preventivo. Realmente ele pode levar uma vida totalmente normal, sem qualquer restrição, seja no trabalho, seja quanto às atividades físicas.


Dr. Pedro Weingrill, que é reumatologista e trabalha em Joinville na Clínica Reumatológica.

ASMA

O que desencadeia uma crise de asma?
Nas crianças pequenas, até três anos de idade, as infecções virais de vias aéreas superiores (resfriados, gripes e infecções de garganta) são os fatores desencadeantes mais freqüentes. E não há como impedir que a criança contraia gripes.

Antibióticos não oferecem proteção e não há vacina eficaz frente ao grande número de vírus que a criança pode entrar em contato. Nestes casos, a inflamação que acompanha a infecção é responsável pelo quadro de chiado.

A alergia tem um papel importante na criança maior. Entre alérgenos mais comuns podemos citar: o pó doméstico (ácaros), fungos (bolor), penas, pelos e descamações de animais de estimação, piretro (substância contida em inseticidas e ceras), lã, paina, capim e pólen de plantas.

As substâncias irritantes de vias aéreas também são nocivas: poluição, fumaça desinfetantes, perfumes, produtos de limpeza e em especial a fumaça de cigarro.

Fatores emocionais podem agir como desencadeadores ou agravantes dos sintomas. É comum os pais referirem que seus filhos pioram em épocas de provas, situações de estresse e problemas familiares.

Certos alimentos principalmente os industrializados que contêm corantes e conservantes, medicamentos (ácido acetilsalício e os antiinflamatórios não esteróides) também podem ocasionar sintomas.

A mudança brusca de temperatura (mudança de tempo, friagem e ingestão de alimentos gelados) são freqüentemente relacionados no início de uma crise.

Eventualmente, não conseguimos identificar qualquer fator desencadeante por mais que procuremos. Dizemos que as crises são desencadeadas por causa desconhecida.

Em resumo, podemos dizer que são muitos os agentes desencadeadores de crise asmática e que a criança pode ser sensível a vários agentes ao mesmo tempo, tanto agora como no futuro. Portanto, ela não deve ser exposta a substâncias potencialmente alergênicas desnecessariamente.

É interessante lembrar que fatores não alérgicos também desencadeiam crise em crianças portadoras de "asma alérgica".

Muitos pais, ansiosos em prevenir uma crise em seu filho, procuram um fator desencadeante único ou uma alergia específica, de modo que, afastado tal agente resolveriam o problema de seu filho. No entanto, isto raramente é verdadeiro.



Fonte: www.alergoshop.com.br

HERPES

Herpes genital, uma dst, que não tem cura
O vírus causador da doença Herpes simplex II (HS-II) é uma variação do Herpes Simplex Hominis, responsável por viroses como a catapora, a varicela, a mononucleose e o herpes oral ou labial. É uma infecção que não tem cura.

Uma vez contaminada pelo vírus, que se aloja em gânglios nervosos próximos dos genitais e ali permanece latente, a doença pode se manifestar se a pessoa sofrer alguma baixa de resistência nos mecanismos de defesa do organismo. Ela produz geralmente um mal-estar inicial, que pode passar despercebido, antes que ocorram as bolhas genitais que a caracterizam.

O tempo de incubação do vírus leva de alguns dias até três semanas após o contágio, mas a infecção pode só se manifestar de forma mais concreta, em bolhas que depois se transformam em feridas, meses mais tarde. Nas mulheres, o herpes genital afeta áreas como a vulva (região dos lábios ao redor da vagina), o canal vaginal, ou o colo do útero e ânus.

Nos homens, as lesões são observadas no pênis e no escroto. O vírus ainda pode infectar a pele das nádegas, pernas e dedos das mãos. As erupções em estágio de pequenas feridas duram de 10 a 14 dias e são dolorosas. No colo uterino o herpes genital pode provocar corrimento e algum sangramento, mas é raro causar dor.

O herpes de boca, cujo vírus transmissor é diferente do genital, também pode ser transmitido por contato sexual para os genitais e vice-versa, por meio da relação oral. A transmissão de um ou outro tipo é possível sem a presença da infecção em bolhas e feridas.

Por isso, toda pessoa sexualmente ativa está sujeita à contaminação se não fizer uso correto do preservativo (camisinha feminina ou masculina). A relação com vários parceiros sexuais sem preservativo e a atividade sexual precoce, na adolescência, são os principais fatores de risco para a DST.

Embora não exista um medicamento que mate o vírus, algumas drogas dificultam sua multiplicação e encurtam o tempo da doença. Existe medicação ainda para tratar as feridas genitais e apressar a cicatrização. Os fatores responsáveis pela repetição das crises de herpes podem ser ambientais -- o calor excessivo ou banho de sol também em excesso – ou orgânicos, como a baixa na imunidade provocada por cansaço físico, estresse emocional, doença ou má alimentação.

O consumo de álcool e o tabagismo e a menstruação são elementos que concorrem para a manifestação da infecção instalada. Cuidar da alimentação e manter bons hábitos de vida para evitar a manifestação do herpes genital e seus efeitos desconfortáveis é crucial para quem tem o vírus.

Fonte: A Mulher, a Aids e Outros Doenças Sexualmente Transmissíveis, de Iara Moreno Linhares, Angela Maggio da Fonseca e José Aristodemo Pinotti (Fundo editorial BYK, SP-2004)



Fonte: Mais Saúde Brasil

H. INGUINAL

Perguntas e respostas sobre hérnia inguinal
1. Como aparece a hérnia inguinal?

Você pode nascer com a hérnia ou pode adquirir a hérnia durante a vida, geralmente decorrente de algum tipo de esforço físico. Ex.: Carregar peso, esforço para urinar em pessoas com problemas de próstata, esforço para evacuar em pessoas com obstipação, tosse crônica, gravidez e outros.

2. Como eu sei se estou com uma hérnia inguinal (na virilha)?

Geralmente a pessoa portada de hérnia inguinal sente, inicialmente, uma sensação de peso ou dor ou aparecimento de um "caroço" na virilha. Como sugestão, você pode fazer um auto exame: Fique em pé e coloque a mão na região da virilha onde você suspeita da presença de hérnia e faça um esforço de tosse por cinco vezes seguidas. Se você sentir um "caroço" ou abaulamento na região, VOCÊ PROVAVELMENTE É PORTADOR DE HÉRNIA INGUINAL.

Após este procedimento, recomendamos que você descanse deitado por cerca de cinco minutos para que o "caroço" desapareça. Passado este tempo, fique em pé novamente e repita o procedimento para examinar o outro lado. Ao término deste exame, caso esse caroço não regrida ou em caso de qualquer dúvida, recomendamos que você procure um cirurgião de sua preferência ou o nosso INSTITUTO DE HÉRNIA DAS AMÉRICAS

3. Qual é o tratamento da hérnia inguinal?

O tratamento ideal é cirúrgico, ou seja, você deverá ser submetido a uma intervenção cirúrgica para a correção da hérnia. Existem várias técnicas de correção e a escolha da melhor para o seu caso dependerá da capacitação e do conhecimento sobre as modernas técnicas descritas pelo cirurgião que você escolher.

4. Tenho outras alternativas de tratamento sem a operação?

Sim, a mais utilizada são as fundas, porém a cura para a hérnia só pode ser alcançado pela cirurgia. Geralmente as fundas trazem um grande incômodo para o paciente e não previnem as potenciais complicações decorrentes do não tratamento cirúrgico.

5. O que pode acontecer se eu não operar?

A hérnia inguinal tem uma tendência a aumentar de volume com o passar do tempo e você pode vir a desenvolver a complicação mais temida que é o encarceramento seguida ou não pelo estrangulamento. Estas situações, de emergência, podem colocar a sua vida em risco. Além disso, a hérnia inguinal prejudica o seu desempenho cotidiano, causa dor, constrangimento ou dificuldade para a sua atividade sexual e dificulta sua colocação no mercado de trabalho.

6. Quando devo operar a hérnia inguinal?

Após o estudo minucioso do seu caso, salvo em condição clínica de emergência, você irá se programar para que, no prazo mais breve possível, seja realizado o seu tratamento cirúrgico.

7. Será necessário a colocação uma tela para a correção da minha hérnia inguinal?

O seu caso será analisado com toda a atenção durante consulta médica. Lembre-se que se a sua hérnia inguinal for adquirida, a colocação de tela para correção definitiva da hérnia inguinal é atualmente a melhor alternativa de terapêutica cirúrgica.

8. Qual é a vantagem do uso da tela?

O uso da tela possibilita a redução da dor após a cirurgia, diminui o tempo de internação hospitalar, diminui o tempo para o retorno seguro às atividades do dia a dia e evita a recidiva.

9. A cirurgia pode ser realizada com anestesia local?

Sim. Na maioria dos casos pode ser realizada a correção da hérnia inguinal utilizando a anestesia local, após o seu consentimento.

10. Quanto tempo demora a minha recuperação depois da operação?

Você poderá receber alta no mesmo dia da operação ou no dia seguinte. Poderá voltar as suas atividades após um período mínimo de repouso de 2 dias, dependendo do tipo de atividade física que você exerce.

11. A correção cirúrgica altera o meu desempenho sexual?

Não. A correção cirúrgica não altera o seu desempenho sexual. Entretanto saiba que aconselhamos você a abster-se de atividades sexuais por no máximo 10 dias.

12. Vou sentir dor após a operação?

Sim. Sentirá uma dor nos primeiros dias de pós-operatório, plenamente controlada com medicação analgésica com mínima repercussão sobre as suas atividades corriqueiras.

13. O que posso fazer após a operação?

Você poderá fazer atividades físicas leves logo após a recuperação da anestesia como andar, levantar-se sozinho e outros. Após dois dias já poderá desenvolver atividades moderadas como subir escadas, dirigir e retornar ao trabalho. Após dez dias você já estará liberado para fazer todo tipo de atividade física, inclusive atividades físicas intensas como levantar pesos ou correr.

14. Quais os cuidados que devo tomar com o local operado?

Mantenha o local operado com curativo oclusivo com compressas de gaze e esparadrapo, evitando molhar a região por 2 dias. Depois do segundo dia, o curativo oclusivo pode ser retirado, mantendo-se somente as fitas de esparadrapo. O local operado deverá ser lavado com água e sabão durante o banho. Se as fitas cairem durante esse procedimento, não se preocupe, basta substituí-las por esparadrapo de Micropore. Após o décimo dia da operação, as fitas de esparadrapo podem ser retiradas.

15. Quando eu volto para a retirada dos pontos?

O INSTITUTO DE HÉRNIA DAS AMÉRICAS, adota uma maneira de aproximação do local operado sem que a necessidade da dolorosa retirada de pontos. Esta técnica, além de conferir um efeito estético excelente, permite uma condução do pós-operatório com maior conforto para o agendamento e a administração do seu precioso tempo, principalmente se você morar em outro estado ou país.

16. Terei que fazer algum tipo de dieta após a operação?

Não. Não há necessidade de obedecer a nenhuma dieta especial em decorrência da operação utilizada na correção de sua hérnia inguinal.

17. Posso retornar ao trabalho enquanto espero pela cirurgia?

Sim, recomendamos que você mantenha suas atividades habituais porém com uma restrição a esforços físicos intensos até que tenha realizado a sua operação.

18. A hérnia pode voltar após a operação?

Sim. Esta condição denominamos de hérnia inguinal recidivada. Quando utilizam-se técnicas clássicas de correção de hérnia inguinal, os índices de recidiva podem atingir até 35%. Entretando, existem técnicas modernas que utilizam tela de polipropileno que permitem que esses índices sejam reduzidos para cifras ingeriores à 0,1%.

19. Já operei de hérnia e ela voltou. Tenho que operar de novo?

O tratamento da hérnia recidivada é também através de cirurgia. Esta cirurgia é de alta complexidade e requer um tempo de recuperação maior do que na cirurgia para hérnia não recidivada. Nestes casos é imprescindível o uso da tela de polipropileno para evitar novas recidivas.

20. A hérnia inguinal pode ser corrigida através de via laparoscópica ?

Sim. Trata-se apenas de mais uma via de acesso para a correção da hérnia inguinal com as suas vantagens e desvantagens. Como já frisamos, o seu caso será estudado e será proposta a melhor via de acesso para o seu caso.


Fonte: http://www.institutohernia.com.br/faq.htm